{"id":11535,"date":"2007-02-17T11:30:00","date_gmt":"2007-02-17T14:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/admin-canais.cancaonova.com\/eventos\/?p=11535"},"modified":"2014-08-15T16:23:27","modified_gmt":"2014-08-15T19:23:27","slug":"da-passarela-para-o-sacrario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/admin-canais.cancaonova.com\/eventos\/pregacoes\/da-passarela-para-o-sacrario\/","title":{"rendered":"Da passarela para o sacr\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">Eu me chamo Maria Mercedes Chaves, esse &eacute; meu nome de batismo. Quero dar um testemunho de vida do que eu passei e o Senhor fez o milagre acontecer, porque eu acredito nos milagres de Deus.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/cancaonova2.hdtvweb.net\/eventos\/carnaval\/testemunho_maria_17022007-1.wma\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cancaonova.com\/cnova\/ministerio\/materias\/images\/03eos300d.jpg\" border=\"0\" width=\"72\" height=\"22\" align=\"left\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/cancaonova2.hdtvweb.net\/eventos\/carnaval\/testemunho_maria_17022007-1.wma\" target=\"_blank\"><font color=\"#0033cc\"><strong>Ou&ccedil;a na &iacute;ntegra o testemunho de Maria Lata d&#039;&aacute;gua<\/strong><\/font><\/a><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cancaonova.com\/portal\/canais\/eventos\/novoeventos\/fotos\/2007\/carnaval\/sab_test_marialatadagua01.jpg\" border=\"0\" width=\"180\" height=\"247\" align=\"left\" \/>Eu sou mineira, nasci em Diamantina (MG), em 1933, de fam&iacute;lia cat&oacute;lica. Os meus pais tamb&eacute;m eram muitos religiosos, casaram e com nove meses eu nasci. Fui educada na Igreja Cat&oacute;lica, fui batizada na catedral de Diamantina, onde todos se reuniam na missa das 4h. Fui crismada nesta catedral, quando fiz um ano de idade. <\/p>\n<p>Meu pai foi assassinado, ele era militar. Ele saiu com amigo para se divertir e o amigo falou: &ldquo;Vamos chamar uma mo&ccedil;a para dan&ccedil;ar?&rdquo;. Ent&atilde;o a mo&ccedil;a n&atilde;o quis dan&ccedil;ar com o amigo dele, mas quis dan&ccedil;ar com meu pai. J&aacute; eram altas horas e meu pai lembrou-se que tinha que ir &agrave; missa com minha m&atilde;e &agrave;s 4h. Ele saiu abra&ccedil;ado com o amigo. Quando foi &agrave;s 7h da manh&atilde; encontraram meu pai morto. E o amigo confessou-se que era ele quem tinha matado meu pai. E minha m&atilde;e foi nos educando na pobreza.<\/p>\n<p>Minha m&atilde;e veio ao Rio de Janeiro e encontrou um senhor que foi muito bom para mim. Ele me matriculou num col&eacute;gio e fui estudar no Rio. A&iacute; foi o come&ccedil;o do meu mart&iacute;rio. Muitos colegas me apresentaram outros caminhos. Eu fugia da escola e chegava em casa depois do hor&aacute;rio do col&eacute;gio.<\/p>\n<p>Com 13 anos, eu j&aacute; n&atilde;o ag&uuml;entava mais ficara em casa e fugi. Minha m&atilde;e me encontrava, mas eu sempre fugia. Aquelas colegas que me davam conselho para eu n&atilde;o ir &aacute; escola, fecharam a porta para mim. E eu fui menina de rua dos 13 aos 16 anos. Apanhei muito, fui presa. S&oacute; n&atilde;o roubei e n&atilde;o usei droga.<\/p>\n<p>Mas, um dia, quando fiz 15 anos de idade, disse que eu mesmo ia me dar o meu presente. Fui num lugar e comprei um cigarro de maconha. Preparei tudo, comprei coisas para comer, fechei as portas todas e as janelas, para me prevenir de todos os sintomas.<\/p>\n<p>Fiquei ali esperando, fumei o cigarro todo, bebi, mas n&atilde;o vi acontecer nada. Mas s&oacute; vim acordar dois dias depois com gosto horr&iacute;vel na boca e o quarto sujo. Eu disse que nuca mais eu ia por aquilo na minha boca. <\/p>\n<p>S&oacute; que dali eu fui ser prostituta. Vivi at&eacute; os 33 anos na prostitui&ccedil;&atilde;o. Voltando atr&aacute;s, quando eu tinha 18 anos, fiquei gr&aacute;vida, mas n&atilde;o sabia quem era o pai. Conheci um rapaz que me convidou a ir morar com ele. Ele disse que ali n&atilde;o era vida para mim, e eu acreditei. Mas, passando uns tempos, a barriga foi crescendo e ele saia dizendo que trabalhava de noite, mas era batedor de carteira.<\/p>\n<p>E ele tinha combinado com uma conhecida dele, que quando ele sa&iacute;sse elas me chamassem para ir para a rua me prostituir. Um dia, dois ou tr&ecirc;s depois, ele me deu um flagrante e fez aquela cena de ci&uacute;mes de mentira e veio me chutando. Eu j&aacute; estava com quase 6 meses de barriga.<\/p>\n<p>Ele disse para mim: &ldquo;a partir de hoje, voc&ecirc; vai ter que se prostituir todos os dias&rdquo;. E ele ficava com todo o dinheiro. Ele foi preso e depois tive que arrumar dinheiro para ele ser solto. Ele foi solto, mas n&atilde;o voltou para casa. <\/p>\n<p>Mandaram chamar a parteira. Eu ainda levantei e vi atrav&eacute;s do espelho uma &ldquo;coisa esquisita&rdquo;. Quando ela chegou, a crian&ccedil;a j&aacute; tinha nascido sozinha. Ela pegou uma garrafa de &aacute;lcool e me mandou soprar na garrafa. Ela come&ccedil;ou a rezar para Santa Margarida. Deu &ldquo;aquele estouro&rdquo; assim e saiu a placenta que j&aacute; estava esfriando e eu poderia morrer. N&atilde;o senti dores, porque Deus estava comigo e Nossa Senhora da Concei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Quando foi de manh&atilde; esse meu companheiro chegou e pediu para eu fazer caf&eacute; para ele. Eu o perguntei se ele j&aacute; tinha visto o &ldquo;nosso menino&rdquo;, mas ele disse que era um afilhado da vizinha. Fui fazer o caf&eacute; para ele e uma senhora veio e me disse para me levantar, pois eu estava abaixada e devia estar de resguardo.<\/p>\n<p>Foi um dia muito sofrido para mim o dia do nascimento do meu filho. Um dia, voltei em casa para apresentar a minha m&atilde;e o nen&eacute;m. Ela ficou muito contente e minha m&atilde;e arrumou um lugar para a gente ficar. Fizemos colch&atilde;o com &ldquo;mel&atilde;o de S&atilde;o Caetano&rdquo;, mas ele murchou e no outro dia est&aacute;vamos no ch&atilde;o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cancaonova.com\/portal\/canais\/eventos\/novoeventos\/fotos\/2007\/carnaval\/sab_test_marialatadagua03.jpg\" border=\"0\" width=\"150\" height=\"301\" align=\"left\" \/>Depois apareceu uma turma procurando meu esposo para matar, e tivemos que fugir. Ficamos dormindo na esta&ccedil;&atilde;o de trem para viajar para outro lugar com fome, sem nada para comer. <\/p>\n<p>Fomos morar em outra casa e eu tinha que ir para a prostitui&ccedil;&atilde;o. Ele convidou o irm&atilde;o dele para morar conosco. O irm&atilde;o dele olhava a crian&ccedil;a. Mas, com cinco meses, a crian&ccedil;a teve desidrata&ccedil;&atilde;o e a moleira afundou. Fui ao hospital e vim dando soro a ele pelo caminho. Chegando em casa, o menino morreu. Fiquei sem o filho e tive que continuar na prostitui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Nesse meio que eu vivia com ele, para fazer o prazer &agrave; minha m&atilde;e, eu casei no civil e religioso. Mas, depois de 25 anos, eu descobri que esse casamento n&atilde;o foi v&aacute;lido.<\/p>\n<p>Mais tarde conheci outra pessoa que era do meio art&iacute;stico. E vim sendo mais conhecida. At&eacute; que um dia nos convidaram para trabalhar num circo, em Nova Igua&ccedil;u. <br \/>N&oacute;s fizemos um show para &ldquo;encher ling&uuml;i&ccedil;a&rdquo; para grandes artistas chegarem, mas eles n&atilde;o chegaram. O patr&atilde;o n&atilde;o sabia o que fazer, porque o circo estava cheio, e eu tive uma id&eacute;ia. Disse a ele que eu poderia dan&ccedil;ar com uma lata d&rsquo;&aacute;gua na cabe&ccedil;a. Ele n&atilde;o concordou, mas tinha outra Maria da Bahia que dan&ccedil;ava com a lata d&rsquo;&aacute;gua na cabe&ccedil;a, e eu disse que fazia melhor do que ela. Ele disse para bolarmos um esquema de 2 horas de show. Eu disse a ele: &ldquo;Deixa comigo&rdquo;. No fim deu certo.<\/p>\n<p>Um dia, fui apresentar essa dan&ccedil;a no programa do &ldquo;Chacrinha&rdquo;. Eu fiquei no trono do programa dele e fiquei conhecida na cidade. Todo mundo dizia: &ldquo;Maria Lata D&rsquo;&aacute;gua&rdquo;. At&eacute; que um dia me convidaram para sair numa escola de samba e eu sa&iacute; no Salgueiro. <\/p>\n<p>No Salgueiro n&atilde;o aceitaram que eu sa&iacute;sse com a lata d&rsquo;&aacute;gua na cabe&ccedil;a. Mas eu fui para a Portela e eles me convidavam para eu dar um show. Eles gostaram e eu desfilei 45 anos na Portela e ficou o nome de Maria Lata D&rsquo;&aacute;gua. Viajei, morei na Europa durante 30 anos. Todos os anos eu vinha e desfilava. <br \/>Em 1980, eu me casei na Europa com um su&iacute;&ccedil;o. E esse marido foi Deus quem me deu. Pela permiss&atilde;o do Vaticano nos casamos na Igreja Cat&oacute;lica e ele saiu da Igreja Luterana, me acompanhando.<\/p>\n<p>Quando come&ccedil;ou a Renova&ccedil;&atilde;o Carism&aacute;tica, em 1986, muitos amigos me apresentaram. Freq&uuml;entei muito as comunidades Bom Pastor e Emanuel. <\/p>\n<p>Freq&uuml;entando a RCC, me convidaram para ir ao &ldquo;Rio de &Aacute;gua Viva&rdquo; no Maracan&atilde;zinho, onde quem pregava era o padre Jonas, a Can&ccedil;&atilde;o Nova. L&aacute;, eu fui convidada para dar o testemunho. Para mim, acabou o carnaval do mundo. Tudo para a honra e gl&oacute;ria do Senhor.<\/p>\n<p>Em 1992, fui convidada para ser adoradora perp&eacute;tua. Em 1995, fui convidada para ser ministra extraordin&aacute;ria da comunh&atilde;o eucar&iacute;stica. <\/p>\n<p>Vale a pena, gente, seguir Jesus. Do jeito que voc&ecirc; estiver, procure Jesus e venha. <\/p>\n<div align=\"justify\" style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cancaonova.com\/portal\/canais\/eventos\/novoeventos\/fotos\/2007\/carnaval\/sab_test_marialatadagua02.jpg\" border=\"0\" width=\"380\" height=\"153\" \/><\/div>\n<p align=\"justify\">Quem nos salva &eacute; Jesus. Depois que Ele nos perdoa, Ele n&atilde;o se lembra do que fizemos. Ele cura, salva e liberta. Eu sou uma nova samaritana na vida de Jesus. Tive sede, e Ele me deu de beber.<\/p>\n<p>A primeira vez que eu fui evangelizar na rua, fui toda arrumadinha e a primeira coisa que arrebentou foi a minha sand&aacute;lia. E eu andei at&eacute; as tr&ecirc;s horas da tarde descal&ccedil;a.<\/p>\n<p>Esse lugar, agora, &eacute; o um c&eacute;u inteiro, porque aqui &eacute; um lugar eucar&iacute;stico. Hoje, Ele est&aacute; aqui Vivo, 24 horas por dia, dia e noite. Ele est&aacute; Vivo no meio de n&oacute;s.<\/p>\n<p>Venham todos para c&aacute;. Vamos brincar o carnaval com Ele que nos ama do jeito que somos. <\/p>\n<p>&Eacute; esta a M&atilde;ezinha, minha companheira: Maria.<\/p>\n<p>Gostaria de dar um presente a voc&ecirc;s a &ldquo;&Aacute;gua Viva&rdquo;: a B&iacute;blia e o ter&ccedil;o. Reze tamb&eacute;m o Of&iacute;cio de Nossa Senhora. Ela n&atilde;o nos abandona. <\/p>\n<p>Lute, porque Jesus &eacute; o Salvador das nossas almas.<\/p>\n<p><em>Transcri&ccedil;&atilde;o: Maur&iacute;cio Rebou&ccedil;as<br \/>Fotos: Lucilene Silva<\/p>\n<div align=\"justify\"><strong><font size=\"2\"><\/p>\n<hr \/>\n<p><\/font><\/strong><\/div>\n<div align=\"center\"><strong><font size=\"2\">Adquira essa prega&ccedil;&atilde;o pelo telefone:<br \/>(12) 3186-2600<\/font><\/strong><font color=\"#0033ff\"> <\/font><\/div>\n<p><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu me chamo Maria Mercedes Chaves, esse &eacute; meu nome de batismo. Quero dar um testemunho de vida do que eu passei e o Senhor fez o milagre acontecer, porque eu acredito nos milagres de Deus. 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