{"id":12477,"date":"2013-12-31T08:15:00","date_gmt":"2013-12-31T11:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/admin-canais.cancaonova.com\/eventos\/?p=12477"},"modified":"2014-08-15T17:02:40","modified_gmt":"2014-08-15T20:02:40","slug":"a-raiz-da-fraternidade-esta-na-paternidade-de-deus-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/admin-canais.cancaonova.com\/eventos\/pregacoes\/a-raiz-da-fraternidade-esta-na-paternidade-de-deus-2\/","title":{"rendered":"A raiz da fraternidade est\u00e1 na paternidade de Deus"},"content":{"rendered":"<div id=\"foto\" style=\"margin: 0pt auto;padding: 5px;width: 180px;float: left\">\n<div id=\"foto\"><!--ABRE LINK DA FOTO--><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cancaonova.com\/portal\/arquivos\/fotos\/2013\/dezembro\/31_padreadriano-002.jpg\" border=\"0\" width=\"180\" height=\"220\" \/><!--FECHA LINK DA FOTO--><\/div>\n<div id=\"texto\"><!--TEXTO DA FOTO-->Padre Adriano Zandon&aacute;<!--TEXTO DA FOTO--><\/div>\n<div id=\"credito\"><!--CREDITO DA FOTO-->Foto: Natalino Ueda<!--CREDITO DA FOTO--><\/div>\n<\/div>\n<div align=\"justify\">&ldquo;E v&oacute;s todos sois irm&atilde;os. [&#8230;] um s&oacute; &eacute; o vosso Pai, aquele que est&aacute; nos c&eacute;us&rdquo; (Mateus 23,8-9). <\/p>\n<p>  Mensagem do Santo Padre Francisco para a celebra&ccedil;&atilde;o do XLVII Dia Mundial da Paz &#8211; 1&ordm; de janeiro de 2014   FRATERNIDADE, FUNDAMENTO E CAMINHO PARA A PAZ<\/p>\n<p>  &laquo;E v&oacute;s sois todos irm&atilde;os&raquo; (Mt 23, 8). [&#8230;] H&aacute; um s&oacute; Pai, que &eacute; Deus, v&oacute;s sois todos irm&atilde;os (cf. Mt 23, 8-9). A raiz da fraternidade est&aacute; contida na paternidade de Deus. N&atilde;o se trata de uma paternidade gen&eacute;rica, indistinta e historicamente ineficaz, mas do amor pessoal, sol&iacute;cito e extraordinariamente concreto de Deus por cada um dos homens (cf. Mt 6, 25-30). Trata-se, por conseguinte, de uma paternidade eficazmente geradora de fraternidade, porque o amor de Deus, quando &eacute; acolhido, torna-se no mais admir&aacute;vel agente de transforma&ccedil;&atilde;o da vida e das rela&ccedil;&otilde;es com o outro, abrindo os seres humanos &agrave; solidariedade e &agrave; partilha ativa (n. 3*).<\/p>\n<p>   &Eacute; o amor de Deus e a certeza de que somos queridos e aceitos por Ele que nos motiva e nos encaminha para o exerc&iacute;cio da fraternidade.  <strong> Ele &eacute; a pr&oacute;pria Alian&ccedil;a, o espa&ccedil;o pessoal da reconcilia&ccedil;&atilde;o do homem com Deus e dos irm&atilde;os entre si. Na morte de Jesus na cruz, ficou superada tamb&eacute;m a separa&ccedil;&atilde;o entre os povos (&#8230;). Como se l&ecirc; na Carta aos Ef&eacute;sios, Jesus Cristo &eacute; Aquele que reconcilia em Si todos os homens. Ele &eacute; a paz, porque, dos dois povos, fez um s&oacute;, derrubando o muro de separa&ccedil;&atilde;o que os dividia, ou seja, a inimizade.<\/strong> Criou em Si mesmo um s&oacute; povo, um s&oacute; homem novo, uma s&oacute; humanidade nova (cf. 2,14-16). (n. 3*).<\/p>\n<p>   A partir da compreens&atilde;o de nossa filia&ccedil;&atilde;o divina por interm&eacute;dio de Cristo, toda divis&atilde;o e inimizade precisam ser desterradas de nosso cora&ccedil;&atilde;o e hist&oacute;ria. N&rsquo;Ele nosso cora&ccedil;&atilde;o precisa aprender a construir uma cultura de fraternidade: em nossas casas, fam&iacute;lias, relacionamentos, ambientes de trabalho, entre outros. Esse &eacute; o &quot;X da quest&atilde;o&quot;: colocar um fim nas picuinhas e desentendimentos e criar uma cultura de fraternidade! &Eacute; nisso que tem insistido o Papa Francisco.&nbsp;<\/p><\/div>\n<div align=\"justify\">  O homem reconciliado v&ecirc; em Deus o Pai de todos e, consequentemente, &eacute; solicitado a viver uma fraternidade aberta a todos. Em Cristo, o outro &eacute; acolhido e amado como filho ou filha de Deus, como irm&atilde;o ou irm&atilde;, e n&atilde;o como um estranho, menos ainda como um antagonista ou at&eacute; um inimigo. <\/p>\n<p> Na fam&iacute;lia de Deus, na qual todos s&atilde;o filhos dum mesmo Pai e porque s&atilde;o enxertados em Cristo, filhos no Filho, n&atilde;o h&aacute; &laquo;vidas descart&aacute;veis&raquo;. Todos gozam de igual e inviol&aacute;vel dignidade; todos s&atilde;o amados por Deus, todos foram resgatados pelo sangue de Cristo. (n. 3*).<\/p>\n<p>  A fraternidade gerada pela compreens&atilde;o da paternidade de Deus nos faz ressaltar e defender a dignidade de todo e qualquer ser humano, que &eacute; um irm&atilde;o &ndash; filho do mesmo Pai &ndash; e jamais um inimigo ou uma mat&eacute;ria descart&aacute;vel, por isso pass&iacute;vel de ser eliminada.&nbsp;A compreens&atilde;o de que somos, em Cristo, filhos do Pai e amados por Ele, faz nascer em n&oacute;s o desejo da bondade: esse &eacute; um desejo natural, que brota da contempla&ccedil;&atilde;o do Filho, que deseja reproduzir em sua hist&oacute;ria o que v&ecirc; o Pai fazer.<\/p>\n<\/div>\n<div align=\"justify\">\n<div id=\"foto\" style=\"margin: 0pt auto;padding: 5px;width: 370px;float: none\">\n<div id=\"foto\"><!--ABRE LINK DA FOTO--><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.cancaonova.com\/portal\/arquivos\/fotos\/2013\/dezembro\/31_padreadriano-001.jpg\" border=\"0\" width=\"370\" height=\"250\" \/><!--FECHA LINK DA FOTO--><\/div>\n<div id=\"texto\"><!--TEXTO DA FOTO-->&quot;Permita-se ser conduzido pela gra&ccedil;a de Deus&quot;, nos convida padre Adriano<!--TEXTO DA FOTO--><\/div>\n<div id=\"credito\"><!--CREDITO DA FOTO-->Foto: Natalino Ueda<!--CREDITO DA FOTO--><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div align=\"justify\">  O termo &quot;bondade&quot; ser&aacute; para n&oacute;s um sin&ocirc;nimo de fraternidade, e at&eacute; maisque isso, visto que ela [bondade] &eacute; o impulso que gera e move a fraternidade. <strong>Bondade &eacute; a compreens&atilde;o de que somos infinitamente amados pelo Pai, e a consequente capacidade de aos outros amar impulsionados por este paterno amor. <\/strong>Contudo, essa bondade presente no Criador, n&atilde;o est&aacute; pronta e acabada em n&oacute;s, sendo que s&oacute; seremos capazes de protagoniz&aacute;-la &agrave; medida que soubermos faz&ecirc;-la crescer em n&oacute;s. <\/p>\n<p>   Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica &sect; 302 &ndash; A cria&ccedil;&atilde;o tem sua bondade e sua perfei&ccedil;&atilde;o pr&oacute;prias, mas n&atilde;o saiu completamente acabada das m&atilde;os do Criador. Ela &eacute; criada &quot;em estado de caminhada&quot; (&quot;in status viae&quot;) para uma perfei&ccedil;&atilde;o &uacute;ltima a ser ainda atingida, para a qual Deus a destinou. Por isso, &eacute; preciso trilhar um caminho de constante aperfei&ccedil;oamento da &ldquo;bondade da cria&ccedil;&atilde;o&rdquo;, dessa bondade presente em n&oacute;s, adentrando constantemente na escola da bondade, virtude essa que precisa ser perenemente bem apreendida por nossa mente e cora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;Me esfor&ccedil;o para ser melhor a cada dia, pois compreendi que bondade tamb&eacute;m se aprende&quot; (Cora Coralina).<br \/>&nbsp; &nbsp;<\/div>\n<div align=\"justify\">BONDADE<br \/> Ningu&eacute;m nasce odiando outra pessoa<br \/> pela cor de sua pele,<br \/> ou por sua origem, ou sua religi&atilde;o.<br \/> Para odiar, as pessoas precisam aprender,<br \/> e se elas aprendem a odiar,<br \/> podem tamb&eacute;m ser ensinadas a amar,<br \/> pois o amor chega mais naturalmente<br \/> ao cora&ccedil;&atilde;o humano do que o seu oposto.<br \/> A bondade humana &eacute; uma chama que pode ser at&eacute; ocultada, mas, jamais plenamente extinta.<br \/> (Nelson Mandela)<\/p>\n<p>   Voc&ecirc; consegue hoje perceber o que o barra no aprendizado da bondade? Voc&ecirc; consegue contemplar o que o impede de crescer e avan&ccedil;ar nessa virtude?&nbsp;A bondade, que gera a fraternidade, &eacute; realidade que deve ser aprimorada, contudo, para isso, precisaremos identificar o que nos trava no seu exerc&iacute;cio. Algu&eacute;m, por exemplo, que n&atilde;o investiu na travessia da pr&oacute;pria cura afetiva e emocional e que vive ref&eacute;m de medos e traumas, que s&atilde;o as feridas do passado, n&atilde;o ser&aacute; capaz de bem amar e de aprimorar em si a bondade.<\/p>\n<p>   Aqui quero falar da realidade dos afetos e emo&ccedil;&otilde;es e da necessidade da devida cura e equil&iacute;brio dessa dimens&atilde;o, tem&aacute;tica de meu segundo livro, visto que se n&atilde;o &ldquo;investirmos&rdquo; em tal realidade, n&atilde;o conseguiremos avan&ccedil;ar no aprendizado da bondade nem conseguiremos construir as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para uma vida mais feliz e sem conflitos desnecess&aacute;rios. <\/p>\n<p>   Bondade atrai bondade e gera, em todos os aspectos, uma vida mais feliz e saud&aacute;vel, pois a cultura da fraternidade atrai a felicidade. Contudo, a pessoa ferida em seus afetos e emo&ccedil;&otilde;es, inevitavelmente, se torna imatura, sendo escrava do ego&iacute;smo e n&atilde;o conseguindo construir uma cultura de solidariedade.&nbsp;Por essa raz&atilde;o, para se viver a bondade, que gera a fraternidade, ser&aacute; preciso investir na cura das pr&oacute;prias feridas afetivas e emocionais presentes no solo de nossa hist&oacute;ria, e isso a partir do grande amor do Pai, que tudo pode curar e transformar. <\/p>\n<p> Muitas vezes, o que n&atilde;o nos deixa ser bons nem &eacute; tanto a maldade, mas sim a falta de cura e equil&iacute;brio em nossos afetos e emo&ccedil;&otilde;es, ou seja, a falta de uma forte e concreta experi&ecirc;ncia com a paternidade do Pai. Deus&nbsp;Pai hoje quer curar e equilibrar, com o Seu divino amor, os nossos afetos e emo&ccedil;&otilde;es, para que possamos exercer a bondade e assim construir uma cultura de fraternidade, o que resultar&aacute; em uma vida mais feliz para n&oacute;s e para aqueles que conosco convivem.<\/div>\n<div align=\"justify\">&nbsp;<\/div>\n<div align=\"justify\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Padre Adriano Zandon&aacute; Foto: Natalino Ueda &ldquo;E v&oacute;s todos sois irm&atilde;os. [&#8230;] um s&oacute; &eacute; o vosso Pai, aquele que est&aacute; nos c&eacute;us&rdquo; (Mateus 23,8-9). 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